O som interno, também conhecido como som diegético interno, desempenha um papel crucial no aumento do impacto emocional de um filme, preenchendo a lacuna entre a experiência subjetiva do personagem e o entendimento do público. Consegue isso através de vários mecanismos:
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revelando pensamentos e sentimentos internos: O som interno permite o acesso ao público ao mundo interior de um personagem. Isso pode ser o batimento cardíaco de um personagem durante um momento de medo, um monólogo interno sussurrado expressando suas dúvidas ou uma música tocando apenas em sua mente refletindo seu estado emocional. Isso ignora a necessidade de exposição e conecta diretamente o público à realidade emocional do personagem.
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Criando ponto de vista subjetivo: Ao tornar apenas certos sons audíveis para o público, que são ouvidos apenas pelo personagem, o filme pode estabelecer poderosamente um ponto de vista subjetivo. Isso cria intimidade e empatia, permitindo que o público experimente o mundo da perspectiva do personagem, filtrado por suas emoções.
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Amplificando a intensidade emocional: O som interno pode amplificar o impacto de eventos externos. Por exemplo, um personagem que experimenta um evento traumático pode ouvir sua própria respiração ficar esfarrapada ou seus batimentos cardíacos batendo em seus ouvidos, fazendo o evento parecer mais visceral e intenso para o público. Por outro lado, um som interno tranquilo e pacífico pode contrastar acentuadamente com um ambiente externo caótico, destacando a calma interior do personagem em meio à tempestade.
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Desenvolvendo profundidade do personagem: A natureza da paisagem sonora interna de um personagem pode revelar aspectos importantes de sua personalidade, seu estado psicológico e suas experiências passadas. Um motivo musical interno recorrente, por exemplo, pode simbolizar uma memória significativa ou trauma recorrente.
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Criando suspense e tensão: O uso do som interno, especialmente um som sinistro ou perturbador, ouvido pelo personagem, pode criar suspense e tensão. O público compartilha o desconforto do personagem, antecipando a externalização da ameaça.
Em suma, o som interno é uma ferramenta poderosa que permite que os cineastas vão além de simplesmente mostrar o que acontece na tela para transmitir a * experiência * desses eventos da perspectiva de um personagem, ampliando significativamente a ressonância emocional do filme para o público. Ele ignora as limitações de som puramente externo e narrativa visual, forjando uma conexão direta entre personagem e espectador em um nível emocional.